Avançar para o conteúdo principal

A segunda consulta

    Estou hoje a escrever no dia que começa mais um ciclo, uma suposta nova oportunidade. O dia de hoje não foi fácil, já desde o seu início, quando comecei a sentir as típicas cólicas menstruais, que a minha concentração não foi mais a mesma. Ainda não foi desta, ainda vou ter de passar por mais exames e posso continuar sem saber o porquê disto estar a acontecer, nem qual será a possível solução.


    
Este mês tem sido um misto de emoções, tivemos a nossa segunda consulta. Soubemos o resultado dos últimos exames que fizemos e, estavam normais. Ou seja, até agora não se encontrou nada que afete a nossa caminhada e, se por um lado isto é bom, porque não existem ainda problemas de maior, ao mesmo tempo é mau porque ainda não sabemos o que é e o que temos de fazer para enfrentar este desafio. Neste momento, poucos mais exames nos resta fazer, amanhã irei tratar de marcar os exames que têm de ser feitos e esperar que estes nos dêem as respostas que tanto andamos à procura. Mas hoje, só me apetece chorar, não consigo arranjar um motivo claro para esta sensação, até porque este mês não estava com esperanças que o positivo chegasse. Não foi daqueles meses em que pensei sobre o assunto ou que criasse esperanças, porque quando os sintomas apareceram eu sabia que era porque um ciclo se estava a fechar para um novo poder começar. Pode até ser o facto de eu ter "razão" que me esteja a fazer sentir assim, porque a vida não me surpreendeu. Porque eu quero muito receber esta prenda da vida, quero explorar este amor inexplicável que eu já sinto por alguém que ainda não existe.

    No fim, tudo se resume ao amor, ao amor que eu e o meu companheiro sentimos que nos está a fazer querer seguir este caminho e também ao amor que já temos por aquele que um dia será o nosso filho (o dia é que está difícil de chegar). Se não fosse o amor, não seríamos capazes de mudar hábitos, de acabar com vícios, de lutar por algo que ainda não se concretizou, nem dá esperanças para que isso aconteça. Que este amor nunca acabe e se possa transformar em algo ainda maior e mais puro.

Até à próxima aventura,

Asilva

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Ala D

Citação Preferida : "Um diagnóstico de doença mental não é uma sentença de morte" Autor: Freida McFadden, é o pseudónimo de uma escritora e médica norte - americana que ficou conhecida pelo seu livro A Criada (se ainda não leram é uma óptima opção para começarem, as histórias da Millie são incríveis!). Autora de vários thrillers psicológicos, todos eles bestsellers e, neste momento, é uma das minhas escritoras favoritas, sempre que sai um livro dela tenho de o ler porque sei que vou adorar.  Minha Pontuação : ⭐⭐⭐⭐⭐ O Ala D começa por nos contar a história de Amy, uma estudante de Medicina que está a finalizar a sua graduação onde tem de percorrer as várias especialidades existentes. Ela adiou o máximo que pôde o seu turno noturno numa ala psiquiátrica fechada. Amy, tem no seu passado coisas que não quer que sejam descobertas e que a fazem ter receio de voltar àquela ala. Para além de todo o medo que Amy já sentia, alguns pacientes e seus colegas de estágio começam...

A hora do luto

     E hoje venho escrever-vos numa das alturas que me estou a sentir pior. Lembram-se de eu dizer que estava a tentar ver as coisas pelo lado positivo, apesar do diagnóstico que tivemos, que estava conformada com esta nova fase? Mas, como sempre, a vida prega-nos rasteiras. Posso começar por adiantar que tive uns dias de pura alegria, de surpresa, mas foi uma fase que durou muito pouquinho, e quando uma pessoa achava que nada mais podia piorar eis que aparece algo que te faz lembrar que não é bem assim, ainda pode vir aí algo que não estejas a contar.      Ora vamos lá começar com a história toda, que começou numa bela manhã de Sol do dia 4 de Agosto, em que acordei e já há alguns dias que estava a estranhar o meu período não ter aparecido, apesar de eu já sentir alguma tensão mamária há algumas semanas, coisa que nunca acontece. Então, apenas por descargo e para tirar a ideia que já estava aqui a ficar implantada, fiz um teste de gravidez, mes...

Mais uma batalha que se inicia

 Estou aqui, em frente ao computador, a escrever na véspera da minha primeira ecografia para saber quando farei nova transferência. Senti necessidade de ler todo o meu percurso até ao dia de hoje e sabem que foi bom ver o quanto cresci emocionalmente durante todo este período. Comecei com este cantinho como um espaço de desabafos, mas agora tornou-se algo um pouco maior para mim. Tem sido o meu diário desta jornada, e que me ajuda a manter os pés bem assentes na terra. A sonhar, porque tudo é possível, mas a relembrar que há coisas menos boas que podem acontecer, mas, que eu já estou preparada para elas. Que caminho longo e desgastante já temos para trás e sei que há pessoas que tiveram um caminho ainda mais longo que este e que nunca perderam as esperanças e acabaram por conseguir alcançar o seu objetivo. Tenho uma esperança renovada neste novo processo, mas também tenho mais medos, porque agora vamos ter de descongelar um embrião, e a possibilidade de eles deixarem de ser viáveis...